“É greve porque é grave!”
- Júlia Barbosa
- 12 de jun. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de jun. de 2019
Dando continuidade à onda de protestos e paralizações por todo o Brasil, greve nacional é convocada pelas centrais sindicais
Arte: Júlia Barbosa

Trabalhadoras e trabalhadores brasileiros foram convocados pelas centrais sindicais à Greve Geral, que terá início no dia 14 de junho, por todo Brasil. Diversos setores do trabalho, como professores, servidores públicos e agricultores familiares, aderiram à mobilização nacional, juntamente com os movimentos estudantis, contra os cortes na educação, reforma da previdência e altas taxas de desemprego.
A jornada de grandes mobilizações pelo Brasil teve início com a paralização de 15 de Maio, seguida dos protestos do dia 30 do mesmo mês. Ambos os episódios tiveram movimentações expressivas nas ruas, redes sociais e veículos de comunicação de todo o país.
Imagens: Júlia Barbosa
Em Goiânia, o ato político será realizado no Coreto da Praça Cívica, com início às 10 horas. Em plebiscito realizado pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), a maioria decidiu pela suspensão das atividades, a fim de somar à paralização nacional.
@adufgsindicato/facebook

Para a mestranda da UFG e professora Fernanda Cruz, essa união de forças entre trabalhadores, estudantes e outros diversos setores, mostra um resgate do lugar de cidadão, que reafirma e exige seus direitos. “É tempo de levantarmos nossas vozes para mostrarmos que direitos são esses que nós não abrimos mão. É um movimento que une forças, cada um com suas reivindicações, mas todos numa mesma corrente”, afirma a psicóloga.
A professora ainda reafirma a conquista de direitos pela sociedade civil. Para ela, os movimentos sociais são a representação mais genuína das necessidades e desejos coletivos. “Todos os direitos conquistados, que agora estão querendo confiscar, existem porque nós, como classe trabalhadora, reivindicamos. Agora, é o momento de retomarmos essas lutas, fortalecidas e unificadas”, garante.
|Reprodução|
Outra entidade que fortalece as lutas pela educação e previdência é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, juntamente com os povos da cidade, exige a valorização da educação – especialmente a educação do campo – e dos trabalhadores. Para o dirigente estadual do MST, que prefere se identificar como Chico, a aprovação da reforma da previdência seria fatal para os trabalhadores, principalmente para a classe trabalhadora do campo.
"Daremos um recado à classe política nesse dia 14: a classe trabalhadora não concorda com a proposta de reforma de previdência. Não concordamos com a redução de verbas para a educação. Vamos somar forças pelos nossos direitos, para contruirmos uma sociedade justa, solidária e fraterna, tanto para os povos do campo, quanto para os da cidade", finaliza o militante.
Confira a movimentação nas redes sociais do MST:
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